Era desejo seu, depois de
morto,
pelo muito que amou o
tamarindo,
ter sob os galhos o justo
repouso
dos cansaços que o iam
consumindo.
Mas, por motivos que ofendem
o pejo
e hoje o fazem do berço apartado,
longe do engenho ele foi
enterrado
– e não se satisfez o seu
desejo.
Mãos amigas, então, se
deslocaram
com sementes da árvore, e as
plantaram
na terra onde agora ele
repousa.
Por esse gesto, que da morte
zomba,
pôde o poeta descansar à
sombra
do tamarindo próximo a sua
lousa.

Que esmero, Chico Viana! Muito bom soneto.
ResponderExcluirhttps://epiphyllumlogos.blogspot.com/
https://osoutrospoemas.blogspot.com/
Muito obrigado!
ResponderExcluir