Perscrutando
com afã a Natureza,
viste
no homem a espécie corrompida,
e para
resgatar sua nobreza
deste-lhe
a Dor por única saída.
Depois,
entre razão e desvario
(e
mais aprofundando a tua lupa),
viste
na carne, esse algoz sombrio,
o
motivo maior da sua culpa.
Mas
quando, por efeito do pecado,
vias
o ser humano condenado
ao
verme, ao fedor, à podridão,
surpreendeste
na força da Beleza,
que
alivia do mundo a aspereza,
o caminho
da sua redenção.
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